Abel jogou a verdade na mesa depois da suada vitória do Palmeiras sobre o Sporting Cristal, do Peru, por 3 a 2, na estreia das equipes na fase de grupos da Libertadores. Depois de perder o Paulistão, o Palmeiras não defende mais nenhum título nesta temporada. Portanto, corre atrás de um troféu. Abel nunca ficou sem festejar nada.
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Tirando seu abre da entrevista, “se ganhei ou perdi, mil emoções eu vivi”, parafraseando o Rei Roberto Carlos em uma de suas melhores músicas, o restante foi só verdades. Fazia tempo que ele não fazia dessas, de abrir a maleta de gestor do time e colocar tudo sobre a mesa, com clareza e em bom tom. Abel foi Abel.

As verdades de Abel
1 – O Palmeiras está 70% de sua condição
2 – Os jogadores não mostram vontade em todos os jogos
3 – Ele não aceita conversar sobre a seleção brasileira
4 – Há muito trabalho dentro do time para ele fazer
5 – O torcida só aceita se o time ganhar
6 – Falta acertar as dinâmicas de defesa, transição e ataque
7 – Ele sonha ter dois jogadores brigando por posição
8 – Está feliz com o elenco
9 – Não quer mais usar jogador fora de posição
10 – Vai ajudar os atletas a tomar as decisões certas no campo
11 – Pediu paciência para os torcedores
12 – O time precisa igualar a competitividade com o rival
13 – A equipe tem de ser mais agressiva
A lista é longa, por isso ele admitiu que tem muito trabalho pela frente com seus pares no clube, incluindo o departamento médico. Ele não teve ainda todos os jogadores do grupo à disposição. Nem sabe quando terá. Existe a possibilidade de Paulinho fazer sua estreia neste mês.
O problema é que o treinador tem de ajustar tudo isso com o carro em movimento. Já são três meses de trabalho. Ou seja: o calendário dos jogos e das competições avança na temporada. O time faz no fim de semana sua segunda partida pelo Brasileirão fora de casa, contra o Sport, e já precisa ganhar porque empatou com o Botafogo na estreia. A Libertadores volta na semana que vem.

Falta competitividade
A velocidade do calendário do futebol brasileiro não é a mesma da recuperação dos jogadores nem de como evoluem os processos de trabalho de um time em construção. Abel terá de acelerar os passos. Nenhum treinador gosta de fazer isso porque sempre alguma coisa fica para trás. Abel sabe disso.
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O fato é que agora não dá mais para parar essa roda gigante dos compromissos de 2025. Ela gira e só vai parar em dezembro. A Copa do Brasil se junta ao Nacional e à Libertadores em breve e o time de Abel está na antessala do Mundial de Clubes, no meio do ano.
Vale ressaltar que depois do torneio da Fifa, o Palmeiras e os outros brasileiros (Flamengo, Botafogo e Fluminense) não terão folga no calendário. Eles vão para os Estados Unidos e depois retomam o ano no Brasil. Os demais clubes terão um mês de descanso durante a competição mundial.