Passado a festa da conquista do título do Corinthians e a premiação da Federação Paulista de Futebol aos melhores do Paulistão, tanto Corinthians quanto FPF precisam responder seriamente pela desordem da Neo Química Arena. Primeiramente, porque houve muita bagunça durante a partida e o estádio de uma final de torneio não pode ser a ‘casa da sogra’, como pareceu na parte final do clássico.
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Assim, quem responde pelos sinalizadores que tomaram conta da arena onde estava a torcida organizada? Deveria ser o policiamento na revista de entrada das pessoas. Mas a culpa não é somente da polícia. Esses sinalizadores entram no estádio na véspera, quando as torcidas organizadas ganham a arena para ‘preparar o jogo’ com seus bandeirões.

O Corinthians é conivente com tudo o que a torcida faz na Neo Química Arena e também no Parque São Jorge. O presidente Augusto Melo tem feito da organizada do clube uma aliada em tempos de pedido de impeachment, cobranças e vaquinha. Portanto, Melo é o primeiro a ser cobrado pela bagunça da decisão do Paulistão entre Corinthians e Palmeiras.
Bombas, sinalizadores e chinelos
Além dos sinalizadores, teve bomba explodindo nos pés de jogadores adversários. Um amigo que não torce nem para Corinthians nem para o Palmeiras me mandou um comentário dizendo que a Arena em Itaquera deveria ser interditada. Se fosse levar ao pé da regra, ele está muito certo. Ninguém da organização cogitou isso.
Porque além dos sinalizadores e das bombas enquanto o jogo ainda estava rolando no segundo tempo, copos plásticos de água foram atirados contra jogadores do Palmeiras. E até chinelos. As imagens mostram um copinho atingindo o meia Raphael Veiga em uma cobrança de escanteio. Ele só não parou a partida porque o Palmeiras precisava correr contra o tempo.
Leila pede punição
A arbitragem e o VAR viram isso e também não tomaram nenhuma posição. O juiz colocou na súmula sobre os fogos e os sinalizadores, e até um chinelo foi atirado durante o aquecimento dos rivais. Só havia torcedor do time mandante.
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A FPF se fez de morta e continuou o enredo de uma bela final de Paulistão, com taça, medalhas, aplausos e dever de missão cumprida. De modo que no dia seguinte, todos estavam lá se abraçando na festa da premiação dos melhores da disputa, colocando um ponto final no Paulistão Sicredi.
Eu vi que o árbitro colocou na súmula e eu espero que haja punição. Não foram só sinalizadores, jogaram uma bomba também no gramado. Precisa ter punição, senão vai continuar sempre da mesma forma.
Leila Pereira
Assim, a presidente do Palmeiras, Leila Pereira, presente nesta mesma festa da FPF, pediu providências. Foi a única. Leila tem razão. Empurrar para debaixo do tapete as mazelas do futebol não ajuda em nada sua melhora e amadurecimento.