Brasil e Argentina vão inverter o tradicional jeito característico de jogar das suas seleções nesta partida em Buenos Aires, pelas Eliminatórias. O time da casa aposta no meio de campo para segurar a bola e dar o seu ritmo ao duelo, com forte marcação e controle. Essa era a forma de atuar do Brasil. A seleção de Dorival, no entanto, tem na velocidade de seus jogadores de frente o caminho para ganhar a partida. Vini, Rodrygo, Raphinha e Matheus Cunha são rápidos e habilidosos.
Há um risco muito grande de o Brasil perder a bola no meio de campo, correr atrás dos marcadores e não ter o jogo nas mãos. A Argentina, mesmo sem Messi, é melhor. Mas desta vez o melhor jogador do mundo é brasileiro. Vini Jr já foi decisivo contra a Colômbia e terá de ser novamente diante dos “hermanos” dentro do Monumental de Nuñez, como foi várias vezes na Europa na casa dos rivais com a camisa do Real Madrid. Nada assusta Vini.

A seleção brasileira tem de estar preparada para as hostilidades em Buenos Aires. Desta vez, se acontecer e tomara que não aconteça, ela vem de dois lados. Primeiramente por causa da frase provocativa e fora de hora do atacante Raphinha, dizendo o que sempre foi quente. Depois, há sempre o risco de ouvir agressões racistas contra brasileiros na América do Sul.
Contra o racismo e as porradas
Em função de toda a discussão e polêmicas recentes na Conmebol sobre o racismo contra um garoto do Palmeiras, Luighi, há muita preocupação sobre o assunto nesta partida. Vini sofre racismo na Espanha há três temporadas. Os sul-americanos não admitem que são racistas ou que suas provocações vão na contramão do mundo. Racismo não é crime nos países sul-americanos a não ser no Brasil.
SIGA THE FOOTBALL
Facebook
Instagram
Linkedin
Threads
Tik Tok
No cara a cara, o Brasil terá melhores jogadores do que a Argentina em campo. Mas isso tem contado pouco nas partidas da seleção. Há uma gangorra nas apresentações do time comandado por Dorival, quase sempre do “ruim” para o “mais ou menos”. O Brasil está atrás de uma virada de chave. Ainda não aconteceu.