Vai chegar o dia em que a CBF avisará aos clubes que é proibido fazer mais do que dois gols por partida, porque isso, segundo os cartolas da entidade, pode provocar brigas dentro de campo durante as partidas do Brasileirão e da Copa do Brasil, e que as goleadas serão punidas de alguma forma.
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Por ora, a CBF informa que os jogadores estão proibidos de subir na bola, como fez Memphis Depay na partida final do Paulistão diante do Palmeiras. O time do holandês ficou com o título na Neo Química Arena. A partir de agora, se alguém repetir o que Memphis fez, haverá punição com o cartão amarelo e o adversário ganhará uma falta. Os clubes e a arbitragem foram avisados da nova regra.

Essa é difícil de engolir. Primeiramente porque o futebol precisa parar de inventar tantas regrinhas. Isso só confunde o torcedor e todos em campo, os árbitros e o VAR. O futebol não precisa disso. Aliás, o futebol carece de jogadas bonitas, como dribles, canetas, chapéus, dribles da vaca e por aí vai… Os engravatados que nunca chutaram uma bola não sabem o que é futebol. Futebol é alegria.
Tudo é provocar
Mas de alguns anos para cá, tudo virou provocação. Se o jogador chuta o pau de escanteio na comemoração do gol, ele está provocando. Festejar com a torcida é provocação. Pedir silêncio para os torcedores rivais? Provocação. Se o time dá dez toques e a torcida grita olé, o time está provocando desnecessariamente. Pelo amor de Deus, parem com isso.
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O futebol é arte da habilidade com os pés, com o corpo, com a inteligência e com doses de habilidade que Deus deu para esses raros felizardos. Quisera todos nós tivéssemos esse dom ou os nosso filhos… Será que gols de falta também serão proibidos porque isso pode provocar o adversário? Claro, porque bater uma falta no ângulo como fazia Zico, por exemplo, pode ser uma humilhação para os “homens da barreira” e para o pobre goleiro.
Servimo-nos do presente para tratar de um tema em evidência no futebol brasileiro e sul-americano, que, em tese, gera impactos negativos ao nosso esporte… Trata-se de um jogador subir na bola com os dois pés, com o intuito de provocação à equipe adversária. Fato este que, além do risco de lesão para o próprio jogador, gera transtornos generalizados nas partidas. Diante desse fato, a Comissão de Arbitragem da CBF comunica que tal conduta é passível de punição por desrespeito ao jogo, conforme indica o Livro de Regras.
CBF
Há muita gente boa na CBF, mas há também muitos profissionais despreparados e sem noção do que é um jogo de futebol. Não foi o ato de pisar na bola que provocou os jogadores do Palmeiras naquele final de campeonato. Foi não jogar bem e deixar o título escapar. Raphinha falou que iria dar “pancadas” nos argentinos e o jogo não teve uma confusão. A Argentina respondeu com bola e gols. Até derrubou o treinador.
Garrincha, o provocador
Imagine o mais provocador de todos, Mané Garrincha, se estivesse vivo e em campo ouvindo esses absurdos da entidade que comanda o futebol brasileiro. Mesmo no túmulo, Mané deve estar se revirando com tantas maluquices e regras.
É preciso deixar o futebol em paz. Essas regrinhas só comprovam que a CBF não consegue comandar uma partida de futebol. Nem ela nem a arbitragem. Portanto, o problema é outro.