É preciso ressaltar a carreira do técnico Rogério Ceni de alguma forma. Criado no São Paulo, onde não por acaso passou a ser chamado de “mito” pelos torcedores, o jovem treinador já não é mais tão jovem assim na beira do gramado, tampouco deve ser encarado com um “professor” inexperiente e em busca do seu lugar no cenário nacional, onde se enterra treinadores muito antes de eles saírem da casca.
Rogério levou o Bahia ao seu 51º título estadual após final com o Vitória. O empate por 1 a 1 neste domingo, de jogo morno e clima quente, após resultado na ida por 2 a 0, coloca o treinador em outro patamar. É preciso olhar para Ceni como um técnico pronto, desses capazes de assumir e ter resultados em qualquer clube do Brasil.

Rogério Ceni quebrou barreiras, avançou sinais e sobreviveu ao dissabor eterno de perder o emprego nas mãos de dirigentes sem muita personalidade. Ele tem seu jeito de comandar, de lidar com o elenco e de encarar os desafios.
Dois anos de espera
Fazia dois anos que ele não ganhava nada. Chegou ao Bahia em setembro de 2023 e somente agora pôde festejar uma conquista. Poderia ter perdido o cargo nesse tempo sem nada.
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Ganhar o Baianão eterniza Ceni no Estado. E olha quem nem é o melhor e mais pesado troféu de sua galeria. Pelo Flamengo, o treinador foi campeão brasileiro em 2020, do Carioca e da Supercopa do Brasil, ambos em 2021. Também no Fortaleza, Ceni festejou a Série B e o acesso do time em 2018, o Campeonato Cearense de 2019 e 20 e ainda a Copa do Nordeste de 2019.
De alguma maneira você marca sua passagem pelo clube. Acho que temos cada vez mais que crescer no cenário nacional e continental. É um processo que leva tempo, que tem de ser construído com bastante base. Queremos o Bahia em competições grandes e com os títulos que são possíveis. O Estadual no Brasil ainda é valorizado.
ROGÉRIO CENI
É pouco? Não. São oito títulos numa carreira que tem ainda anos e anos para acontecer. Rogério perdeu aquela ansiedade de começo de carreira e de querer chegar a algum lugar pulando etapas. Aprendeu, como nos tempos de goleiro, que no futebol se vive um jogo de cada vez, um mês atrás do outro e uma temporada antes da outra.
Ceni é uma realidade
Ceni deve ser colocado na mesma prateleira dos melhores treinadores brasileiros da atualidade. Não é mais um ex-jogador tentando fazer carreira de técnico. Deixou de ser também um treinador promissor para se tornar uma realidade à beira do gramado. O Bahia tem um bom time e também está bem servido de técnico.