A falta de segurança de vestir nas ruas a camisa de um time de São Paulo inibe a manifestação do torcedor em dia de decisão de campeonato. Isso explica o fato de ver neste domingo uma cidade indiferente ao jogo. E convenhamos, nada é indiferente a uma final de Palmeiras e Corinthians. Mas o torcedor não tem mais coragem de usar a camisa do seu clube com medo de apanhar caso cruze com torcedores adversários.

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A segurança pública não dá resguardo a ninguém. Há muito medo. As torcidas organizadas fomentam a rivalidade acima do ponto, com brigas e emboscadas, até com mortes nessas guerras quase sempre longe dos estádios.

Futebol de torcida única

Os órgãos públicos divulgam números de queda das brigas e conflitos nas arenas e suas imediações, mas esses números não levam em conta o que é um jogo de futebol. Eles segregam e não fazem do espetáculo um bem comum.

Primeira partida da decisão do Paulistão entre Palmeiras e Corinthians é no Allianz Parque, com torcida única / Allianz Parque

Esses números sustentam a incompetência da polícia e dos clubes de organizar uma partida de duas torcidas dentro do estádio. Como todos sabem, os quatro grandes de São Paulo mandam seus jogos com torcida única.

Como os estádios ficam cheios com apenas um tipo de torcedor, os clubes estão satisfeitos com isso. Porque só pensam no dinheiro que entra. Nesta decisão entre Palmeiras e Corinthians, todo o dinheiro arrecadado sairá do bolso dos palmeirenses.

Para os dirigentes de clube, tudo bem. Pouco importa de onde vem o dinheiro ou se vem apenas de um dos lados da partida. Quando admitem esse tipo de negócio, abrem mão de defender o jogo como ele é no mundo inteiro, em todas as ligas e também na Copa do Mundo. Não existe jogo com apenas um dos lados. Só em São Paulo, e alguns lugares do Brasil.

Torcida única é uma muleta

A torcida única é uma muleta dos órgãos de segurança, incluindo do Ministério Público. A medida é defendida toda vez que há confusão. Não há trabalho de inteligência nem vontade política de melhorar e resolver o problema. Aliás, muitos dos problemas do futebol brasileiro são empurrados para debaixo do tapete. Isso ocorre há anos.

Neo Química Arena será palco da segunda partida da final do Paulistão, só com torcida corintiana/ Agência Corinthians

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É claro que há outros problemas para explicar uma cidade mais fria do que o normal em dia de decisão entre Palmeiras e Corinthians. Cadê as bandeiras e as faixas de campeão, mesmo faltando a segunda partida, dia 27, depois da data-Fifa? Muitos torcem atualmente pelas redes sociais. Há comodismo com a torcida única por parte das pessoas também.

Com mais estrangeiros

No caso da decisão deste ano no Paulistão há ainda a presença de jogadores estrangeiros recém-chegados ao Brasil, como Memphis Depay e Facundo Torres, por exemplo, e também de treinadores estrangeiros, que, de certo modo, reduzem a rivalidade que conhecemos do passado.

O fato é que neste domingo as bandeiras nas imediações do Allianz Parque e dentro da arena serão verde e branca. No dia 27, uma quinta-feira, no entanto, elas vão ser preto e branco. Isso se as bandeiras fossem permitidas no futebol. Não são mais também.

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