Cheira desfeita do presidente do Corinthians, Augusto Melo, tratar com ironia uma sondagem de clubes da Europa pelo atacante Yuri Alberto, artilheiro do Brasileirão do ano passado e um dos principais jogadores do time. O jogador vai completar 24 anos no próximo mês, portanto com uma idade que desperta interesse em times de fora do Brasil.
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Yuri ganhou destaque no ano passado e veste a camisa de um gigante do futebol brasileiro, duas vezes campeão do mundo. Isso não é pouco. O atacante é uma das opções do clube para fazer dinheiro e pagar seus credores.

Portanto, qualquer venda de atleta deveria ser considerada pelo simples fato de o Corinthians precisar pagar parte de sua dívida, confessada em R$ em 2,4 bilhões, sem contar os R$ 700 milhões do estádio em Itaquera.
Multa de Yuri é de R$ 500 milhões
O clube se vale de manobras jurídicas e judiciais para deixar de pagar seus credores e empurrar o que deve a perder de vista, para um futuro que nem mais a Deus pertence.
Quando Augusto Melo diz que o preço do atacante é de R$ 500 milhões, valor de sua multa rescisória, o presidente está debochando dos seus credores e ironizando uma possível venda. Um bom cartola tem o dever de honrar seus compromissos e levar todas as alternativas para quitar seus boletos de forma séria e razoável.
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Augusto Melo brinca com o dinheiro que não tem e que poderia fazer com a venda de jogadores, desonra as pendências do clube antes de sua chegada e não leva com o devido respeito às empresas e os parceiros que, de alguma forma, trabalharam e serviram ao clube em temporadas anteriores. A ironia é a cartilha do mau gestor.
Comparação com o São Paulo
A propósito, mesmo com todas as pancadas que a diretoria do São Paulo anda levando por falta de dinheiro e de um elenco maior e mais competitivo neste ano, o que nem concordo muito porque acho o time bom, o presidente Júlio Casares e seus pares colocaram em marcha um projeto para tentar sanar as dúvidas do clube.

No Morumbi, estão tentando recapear o asfalto ruim. No Parque São Jorge, Augusto Melo faz remendos nos buracos das ruas e dá de ombros para quem vai trafegar por ali nos próximos anos. É, no mínimo, um desrespeito a quem tem o direito de receber boletos atrasados.
A CBF é incapaz de fazer valer um fair play financeiro no futebol brasileiro. Os clubes de modo geral, alguns com mais apetite, gastam o que não têm para reforçar seus elencos a fim de evitar chateações com a torcida, mas são incapazes de reduzir suas despesas e pagar suas contas de décadas.
Se eu não me engano, a multa DE yURI aLBERTO é de R$ 500 milhões. Se vierem os R$ 500 milhões, a gente vende.
Augusto Melo ao BENJA
Não pagam e podem ser campeões. Disputam as mesmas competições com quem tem as contas em dia ou controladas. Devem na praça e vão às compras. Comem mortadela e arrotam caviar. E nada acontece.
Com uma dívida nas alturas e buscando na Justiça uma recuperação legal a perder de vista, com a alegação de que essa é a única forma de pagar seus parceiros, o presidente do Corinthians não tem o direito de zombar de seus credores e brincar com uma proposta de venda. Repassar jogador não é o único caminho, mas é um deles.
CBF se cala ao fair play
De modo que a gestão de um clube é muito mais séria do que Augusto Melo e alguns outros pensam no futebol. Se a CBF fizesse divisões pelo tamanho da dívida de cada clube, o Corinthians não se classificaria nem para a Série D. E o presidente ironiza a possível venda de um jogador do elenco. No caso de Yuri Alberto, o clube tem 50% dos direitos federativos.