O Corinthians abriu seus portões para receber a torcida organizada antes da decisão contra o Santos, neste domingo, em jogo único na Neo Química Arena. O jogo vale vaga para a final do Paulistão. O encontro foi motivado pela péssima partida do time diante do Barcelona, do Equador: derrota por 3 a 0, resultado que obriga a equipe a ganhar na volta por quatro gols de diferença para não ser eliminado da Libertadores.
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A torcida está na bronca com o time, mas também com a comissão técnica. Para o treinador Ramón Díaz e seu filho Emiliano esse expediente seria impensável se eles estivessem na Argentina. Mas tiveram de engolir.

Ambos estão com os cargos ameaçados. Podem não chegar até abril no comando do Corinthians. Uma mudança abriria caminho para a volta de Tite ao Parque São Jorge. Para quem trabalhou na CBF, de Rogério Caboclo, encarar o Corinthians, de Augusto Melo, parece fichinha. Tite está desempregado desde que deixou o Flamengo.
Caso Luan foi agressivo
Os protestos da Gaviões da Fiel têm sido mais brandos. Desde a invasão ao motel onde se divertia o atacante Luan com amigos e amigas, os torcedores uniformizados do time baixaram a fervura das ameaças.
Há quem diga que um comando superior, vindo do crime organizado em São Paulo, tem pedido menos confusão no futebol. A mensagem seria direcionada para todas as torcidas em São Paulo. The Football não teve essa informação confirmada.
Os torcedores foram reforçar o que o elenco já sabia desde aquela surra em Guayaquil. O time foi uma porcaria, para usar um linguajar comum ao que disseram os corintianos. Também foram apertar um pouco mais o parafuso que pressiona a comissão técnica.

Ramón Díaz já tem tempo demais no Brasil para entender que está ameaçado de perder o emprego, mesmo a despeito de tudo o que ele fez na temporada passada e no Estadual deste ano, com a melhor campanha. Ele não tem crédito no clube. Penso que nunca teve.
Gaviões tem a chave do clube
Tudo isso já se sabia no vestiário de Guayaquil. Mas a Gaviões da Fiel manteve sua tradição de dar o recado, principalmente agora que tem a chave do clube nas mãos por causa da parceria velada com a gestão de Augusto Melo. Os trincos dos portões foram retirados para os torcedores organizados. Nem precisa mais pular a grade. Basta empurrar o portão. Tem a ver também com a “vaquinha” para pagar o estádio em Itaquera, cuja arrecadação beira os R$ 40 milhões.
Vejo essa “comunhão” entre elenco, torcedores, comissão técnica e diretoria como um passo importante para se juntar forças dentro do clube. Sei que cada um tem a sua função e missão e também o jeito de ver e entender o futebol, mas entre brigas e invasões, dedo na cara e carros de atletas danificados e conversas mais duras com cobranças verbais, fico sempre com a segunda opção.
Parece que esse relacionamento, sem confusão e mortes, vai virar uma tendência no Corinthians. Talvez seja hora de os torcedores serem chamados para algumas deliberações do time. Participar os excluídos é um clamor mundial, desde que os excluídos se comportem e deem o respeito como instituição séria e legítima. Não me refiro aos bandidos. Esses devem estar presos.
Melhor conversar do que brigar
Essa participação pode contribuir para que as brigas e emboscadas dentro do clube sejam trocadas pelas discussões e busca de novos caminhos. Gosto dessa ideia. Há educação e menos raiva por trás dela.
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Mas o que resultaria disso? O fim do modo truculento de tomar decisões e conduzir situações delicadas. Mesmo que amanhã a decisão do presidente seja demitir o treinador, isso seria feito de maneira simples e sem traumas, sem quebra-quebra e ameaças. Atualmente, essa confusão é feita pela torcida. Inserida no contexto, isso poderia mudar.
A saber: o Corinthians pode ser eliminado neste domingo do Paulistão e cair fora da Libertadores na quarta-feira.