A situação de Ramón Díaz no comando do Corinthians está por um fio. Ele só não caiu ainda por causa do seu filho, Emiliano. Pessoas ligadas ao clube enxergam mais qualidade no filho do que no pai. Ramón foi avaliado ‘secretamente’ em algumas partidas-chaves nos três primeiros meses do ano. E ninguém gostou do que viu, mesmo a despeito de resultados positivos.
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Há um entendimento no clube de que o treinador argentino não consegue fazer o time jogar. Há outro entendimento de que o elenco é “ótimo”, com Garro, Memphis Depay, Carrillo, Raniele, Hugo, Yuri Alberto, Romero, Breno Bidon…

No ano passado, Ramón não foi pressionado porque precisava ter tranquilidade para tirar o Corinthians do buraco. O time esteve ameaçado boa parte da temporada e só encontrou um caminho no fim do ano, quando arrancou no Brasileirão e acabou em sétimo lugar, quando o direito de disputar a pré-Libertadores. A diretoria passou 2024 atrás de bons jogadores. Tanto foi assim que nesta temporada nenhum atleta chegou para reforçar o elenco.
Time sem jogadas
O presidente Augusto Melo esperava mais de Ramón. Espera ainda o título do Paulistão contra o Palmeiras. E lamenta a queda antes de se garantir na fase de grupos da Libertadores. O que pega no trabalho do treinador é a falta de jogadas do time, um posicionamento diferente para cada partida ou diante de rivais mais perigosos ou mais fáceis. Para muitos que falam com o presidente, o Corinthians atua da mesma forma em todas as partidas.
Ramón se vale do talento dos seus jogadores do meio para frente para ganhar seus jogos. Quando eles não funcionam, o time tem dificuldades. Emiliano convence mais a diretoria do que o seu pai nas entrevistas e nos treinos da semana, mas ele ainda não é um treinador pronto.
Se tiver troca, será após o Paulistão
A diretoria chegou em uma encruzilhada: se Ramón ficar mesmo ganhando o Paulistão, o Corinthians não vai sair do que o torcedor está vendo, com altos e baixos nas partidas. O outro caminho é agradecer o seu trabalho e encontrar um novo treinador capaz de fazer o time crescer nas Copa do Brasil, Sul-Americana e Brasileirão com o mesmo elenco.
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Augusto Melo acha justo tomar essa decisão após o Paulistão, ganhando ou perdendo. Ele não gostaria de mudar de técnico com as competições em andamento, pressionado pelos resultados ruins. Tite está sendo sondado, como informei no começo da semana. Desde que deixou o Flamengo, ele não trabalhou mais. No Brasil, Tite só aceita conversar com clubes que não tenham treinadores.