Na corrida de obstáculos para salvar a temporada em três dias, o Corinthians superou a primeira barreira ao derrotar o Santos, na noite deste domingo, na Neo Química Arena. A vitória por 2 a 1 espantou o primeiro fantasma da eliminação precoce e garantiu a presença do Timão na final do Campeonato Paulista de 2025.
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Um feito que não acontecia havia cinco anos, desde a conquista do tricampeonato de 2017/18/19. O resultado também confirmou a melhor campanha entre todos os participantes, o que vale o direito de disputar a finalíssima em seu estádio, seja contra São Paulo ou Palmeiras, que se enfrentam nesta segunda-feira na segunda perna das semifinais do Estadual.

O clássico teve um componente emocional muito forte para o Corinthians, que entrou em campo preocupado com o Santos e com o Barcelona de Guayaquil, de quem tem de ganhar na quarta-feira por pelo menos três gols de vantagem para seguir vivo na Libertadores da América.
Neymar foi um figurante
Pelo lado do Santos, o duelo teve uma ausência inesperada e determinante para a derrota. Neymar, com lesão muscular na coxa esquerda, só fez figuração no banco de reservas e não entrou em campo mesmo quando o Peixe estava perdendo e precisava de alguém como ele para buscar uma reação.
Sem Neymar, o Santos perde muito de sua força ofensiva e as soluções tentadas pelo técnico Pedro Caixinha para suprir a ausência da estrela da companhia não surtiram efeito.
O jogo foi bem fraco tecnicamente no primeiro tempo. Marcado pela tensão e o medo de errar. O Corinthians vinha com um meio mais fortalecido na marcação com a troca de Bidon por Ranielli. A rigor, as duas equipes priorizaram a marcação.
Memphis, Yuri e Garro
Mesmo assim, numa jogada ensaiada em cobrança de escanteio, Memphis Depay levantou no segundo pau e achou Yuri Alberto livre de marcação. A defesa santista falhou na linha de impedimento e o artilheiro corintiano abriu o caminho da vitória, que era fundamental para o time ganhar corpo para a decisão contra os equatorianos.

A vantagem no placar, no entanto, se esvaiu por conta de um erro de posicionamento da defesa do Corinthians nas bolas aéreas – um problema crônico que tem resultado em gol em todos os jogos. Também num escanteio, cobrado por Guilherme, Tiquinho Soares subiu mais que os zagueiros e empatou a partida no final do primeiro tempo.
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Na etapa final, o Corinthians entrou mais pilhado pela necessidade de fazer o resultado em casa, apoiado por mais de 48 mil torcedores. E, numa jogada bem trabalhada pelo setor esquerdo, os argentinos da Fiel construíram o gol da vitória. Angileri foi à linha de fundo e cruzou na medida para Rodrigo Garro, no bico da grande área. Com o estilo de sempre, o camisa 8 dominou, olhou para o goleiro e chutou forte, no ângulo, sem chance de defesa.
Fim de jogo, alívio para os corintianos. O primeiro desafio foi superado. Agora é juntar forças para tentar o que parece impossível na Pré-Libertadores. Mesmo celebrando a vitória, o torcedor voltou pra casa com aquele grito provocador: “É quarta-feira! É quarta-feira!”