Todos os fantasmas do passado corintiano saíram do inferno e bateram cartão na Neo Química Arena na noite desta quarta-feira, uma noite de verão que poderia ter entrado para a história como a de mais um vexame histórico do time do povo.

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Por pouco, por muito pouco, o Corinthians não repetiu as vexatórias eliminações de anos anteriores, contra os modestos Tolima, da Colômbia, e Guaraní, do Paraguai. No final, a dramática vitória por 3 a 2, com direito a um gol nos minutos derradeiros da partida, espantou a zebra da vez, o modestíssimo, quase amador, Universidad Central da Venezuela.

Yuri Alberto marca gol da vitória aos 44 minutos do segundo tempo e faz arena explodir de alegria / Corinthians

Agora o time avança para a terceira fase da pré-Libertadores e vai enfrentar um adversário bem mais qualificado, o Barcelona de Guayaquil, com o primeiro confronto marcado para a próxima quarta-feira, no Equador.

Jogo estranho em Itaquera

O jogo do Itaquerão foi bastante estranho. Muito tenso. Um roteiro absolutamente inesperado, fora das previsões dos torcedores corintianos, que lotaram a Arena na certeza de uma classificação fácil, até com goleada.

Era consenso que o adversário não tinha forças para impedir uma festa em preto e branco, mas o futebol não tolera vitórias de véspera. E aquela sensação de que o Corinthians só poderia perder para o próprio Corinthians de repente virou uma possibilidade muito presente.

E olha que o time achou um gol logo aos 2 minutos. Cenário perfeito para tirar a pressão da necessidade de fazer o resultado em casa a qualquer preço. Mas mal teve tempo de se acomodar em campo e o Timão tomou o gol de empate numa falha defensiva que tem se repetido há mais de uma temporada.

Yuri Alberto marcou o primeiro e o terceiro gol do Corinthians na vitória por 3 a 2 sobre o Central / Corinthians

Bola cruzada de uma extremidade a outra, nas costas do lateral, e levantamento onde o atacante entra sozinho, sem marcação, no meio da área para marcar. Até quando o Corinthians vai tomar gol assim ninguém sabe.

Yuri Alberto, o melhor da noite

O que parece claro, no entanto, é que o time sofre com uma questão básica, elementar, de posicionamento e cobertura nas zonas de perigo da defesa. Ramón Díaz tem de achar uma solução para isso, pois uma hora o ataque não vai funcionar a contento para compensar as falhas da zaga.

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A dinâmica se repetiu ainda no primeiro tempo. Numa boa triangulação pelo meio do ataque, Memphis Depay deixou Bidu na cara do gol e ele ampliou para 2 a 1. Mas, como num videotape, a defesa corintiana falhou de novo numa bola cruzada e o modesto Central empatou novamente, calando a arena.

Para confirmar a sensação de que todos os fantasmas estavam ali, a postos para pregar mais uma peça, o segundo gol teve falha até do goleiro Hugo, que saiu caçando borboleta. Mas ele tem crédito, pois àquela altura do jogo já tinha evitado outros dois gols inimigos.

Gol improvável

Depois disso dá para imaginar o clima de tensão, nervosismo e terror instalado em Itaquera. Os jogadores passaram a tentar resolver tudo sozinho e aumentaram os índices de erros. O treinador não mostrou confiança para fazer alterações no sistema tático e demorou para mexer, talvez na dúvida de partir para cima do adversário e tomar outro gol improvável por descuido da defesa.

Quando tudo parecia que o drama ia ser prorrogado para a disputa de pênaltis, o talento dos melhores jogadores do time, e uma dose de sorte, resolveu a parada. Garro acertou mais um cruzamento açucarado e Yuri Alberto, o melhor da noite, acertou um sem-pulo de perna esquerda que decretou a vitória corintiana. Mais uma vitória sofrida, com a cara do Corinthians, mas que, desta vez, poderia ter sido bem mais tranquila.

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