É preciso responsabilizar Raphinha pela fraca atuação da seleção brasileira em Buenos Aires. Sua frase fora de hora e sem inteligência dada para a TV Romário de que iria “dar porrada” nos argentinos dentro e fora de campo, se preciso, fez com o elenco se afundasse em seu próprio medo de jogar no Monumental de Nuñez com 85 mil torcedores e uma festa linda, com imagens de Messi e Maradona pelas arquibancadas. Foi um gatilho para o time mal treinado por Dorival Júnior.

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O Brasil foi um gatinho diante de um leão faminto. Se tivesse um buraco para se esconder no campo, Raphinha teria entrado nele, tão assustado que estava com sua provocação da véspera. Deu para perceber isso no hino nacional.

Raphinha deveria pedir desculpas aos colegas da seleção e aos brasileiros pela frase que ajudou a afundar o Brasil / CBF

Sua fisionomia era péssima e acuada. Raphinha transbordava pavor. Não queria estar ali. Ele ainda tentou quebrar essa condição falando alguma coisa naquela roda dos atletas no meio do gramado.

Temos de repensar tudo o que estamos fazendo. Temos de fazer muitas coisas diferentes. Falta um ano para a Copa do Mundo. Temos de melhorar. Somos brasileiros e não desistimos nunca. A Argentina tem muito tempo de trabalho, ganharam a última Copa. O Brasil está tentando encontrar sua maneira de jogar. VINI JR.

Pior: ele contaminou todos os colegas no vestiário com o seu receio. O Brasil foi um time covarde e sem raça. Isso não tem nada a ver com a falta de futebol, sem esquema, sem posicionamento, de qualidade duvidosa, sem jogadas, sem nada, praticamente. Dorival tirou tudo isso da seleção e o time, como ele diz, não está melhorando.

Tem o péssimo trabalho de Dorival

Portanto, a combinação desse pavor provocado pela frase de Raphinha com a fragilidade técnica e tática da equipe só poderia dar no que deu. A derrota por 4 a 1 para os argentinos doeu na alma porque não houve sequer ameaça de reação. Foi um treino dos argentinos diante de 85 mil pessoas. O leão rugia alto e o gatinho permanecia acuado em campo. Não era o Brasil. A impressão deixada é de um trabalho sem rumo, na estaca zero faltando um ano para a Copa do Mundo.

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