Dorival Júnior corre risco no comando da seleção. Seu cargo não está seguro, embora ninguém da CBF duvide da classificação do Brasil para a Copa do Mundo de 2026, que será disputada nos Estados Unidos, Canadá e México. Já não é mais a posição na tabela que incomoda o presidente da entidade, Ednaldo Rodrigues, agora com carta branca depois de oficialmente eleito para mais quatro anos no comando.
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Mas passa a incomodar o fraco futebol apresentado pela seleção brasileira depois de um ano sob o comando de Dorival. Com uma tabela sul-americana pra lá de generosa, em que seis seleções se classificam e uma disputa a repescagem, é improvável que o Brasil fique fora do Mundial.

No entanto, há uma enorme preocupação com a fragilidade do time, a falta de padrão e de esquema claro de jogo e até a forma com que Dorival pede para a equipe jogar. Ninguém sabe como o Brasil joga. O treinador reúne um amontoado de atletas e não sabe o que faz com eles. A cada hora, por exemplo, Dorival aposta em um atacante.
A gente analisa o trabalho não é por uma partida, não é por um treinamento, a gente analisa de uma forma linear. E é um trabalho que até então a CBF tem dado respaldo, tanto a ele QUANTO PARA A comissão.
EDNALDO RODRIGUES
É o seu pescoço que está na guilhotina. Ednaldo é quem dará a ordem para a degola. Há um sun sun sun de que a hora de mexer é agora, faltando um ano para a Copa do Mundo.
Foi assim com Felipão no penta
Para voltar ao passado não muito distante, quando o Brasil ganhou o pentacampeonato, em 2002, a seleção passava por situação parecida, com o agravante de menos vaga nas Eliminatórias. Felipão foi chamado às pressas para ocupar o lugar que era de Emerson Leão. Scolari teve um ano para acertar a casa, escolher seus jogadores, classificar o time e ganhar o campeonato.
Ednaldo lembra dessa história. E ela já é comentada no Rio. Ou seja: a CBF não vai esperar o Brasil se classificar oficialmente ou terminar as Eliminatórias para tomar uma decisão sobre Dorival. Não daria tempo para formar um time depois. Desse ponto de vista, Dorival dificilmente estará no comando do Brasil na próxima data-Fifa, em junho, quando o elenco se reúne para jogar contra Equador e Paraguai.
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Há mais um fato: ninguém gostou na CBF de ouvir de Dorival que o Brasil estará na final da Copa do Mundo nem que o time está melhorando a cada reunião do grupo. O torcedor não acredita nem em uma coisa nem em outra. Soa como delírio do treinador, principalmente porque a seleção está longe de ter um time pronto.
Quem tem no mercado?
Mas qualquer decisão de Ednaldo não precisa ser tomada no calor da partida contra a Argentina, nesta terça-feira. A CBF tem tempo para pensar o que quer para o Brasil no Mundial de 2026. Cá entre nós, os nomes no mercado não são lá essas coisas também.