Time que precisa do gol para ser campeão não pode perder pênalti. Foi isso o que aconteceu com o Palmeiras diante do Corinthians na Neo Química Arena. O empate sem gols deu aos donos da casa o título do Paulistão de 2025. Fazia cinco anos, desde 2019, que o Corinthians não festejava uma conquista.
Errei e assumo a responsabilidade, mas nunca vão dizer de mim que fui omisso nesta final. Estava calmo e confiante. Para mim, perdemos pelo resultado da primeira partida. Estou triste e chateado. Desde pequeno, aprendi a não gostar do Corinthians. Eu queria mais do que todos ganhar esse título.
RAPHAEL VEIGA
O jejum foi quebrado com a melhor campanha, uma derrota imposta ao rival dentro de sua casa na decisão e um empate competente diante de sua gente. Mas o grande vilão dessa final é Raphael Veiga e ele sabe disso. A fase já não era boa. Ficou pior. Ele cobrou o pênalti para a boa defesa de Hugo, o herói da conquista alvinegra.
Finais fazem heróis e vilões. Hugo e Veiga. E assim o Palmeiras deixou escapar o que seria o seu tetracampeonato estadual. Uma façanha inédita no futebol paulista profissional que não aconteceu.

Nunca saberemos quem seria campeão caso Veiga tivesse convertido o pênalti ou se Hugo não tivesse feito a defesa ao se esticar todo para o lado direito. Porque se a bola tivesse entrado e o marcador permanecesse 1 a 0, a decisão iria para os pênaltis.
Abel foi expulso
Depois do gol perdido por Veiga, o jogo descambou para brigas, cartões, sinalizadores, bolas sumidas, rojões, fumaça, paralisação… e um gol pedido por Yuri Alberto. Não havia mais disputa técnica nem tática. O Corinthians não queria mais jogo. Foi uma tremenda desorganização.
Yuri Alberto não segurou o choro à beira do gramado nos minutos finais. Raphael Veiga permaneceu concentrado no banco, imaginando sabe-se lá o quê, mas certamente devia ser sobre o pênalti desperdiçado. Vai ser difícil dormir esta noite.
Nesta parte, Abel já não estava mais em campo porque foi expulso ao reclamar desesperadamente com a arbitragem por um cartão não dado para Félix Torres, que minutos depois seria expulso por nova falta em Vitor Roque. O treinador não viu. Ele já tinha ido embora. A melhor coisa que Abel fez na decisão foi mandar seus jogadores e comissão técnica receber com orgulho a medalha de vice-campeão e esperar pela festa do Corinthians. Mostrou a grandeza do clube.
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O esquema tático, os jogadores escolhidos para o meio de campo, a falta de pressão e de mais sangue nos olhos do Palmeiras no primeiro tempo condenaram o time. Condenaram Abel. Ninguém jogou nada. O técnico não foi efetivo, assim como seus jogadores. Todo mundo deixou a desejar. O Palmeiras jogou melhor na partida em que perdeu do que no jogo final em que empatou.
Vitor Roque foi o melhor do Palmeiras
Os laterais foram bem marcados. Piquerez não foi nem de longe o jogador pela esquerda que costuma ser. Os volantes Martínez e Moreno foram defensivos demais. Veiga não deu conta de armar a equipe. Estêvão, mesmo não jogando nenhum minuto na seleção, tinha uma âncora nos pés. O melhor do Palmeiras foi Vitor Roque, que sofreu o pênalti e ‘tirou’ Torres do jogo. A bem da verdade, o Palmeiras nunca mereceu ganhar o Paulistão.