Como pôde o presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, fazer uma associação do Brasil com “Tarzan e Chita” quando a entidade e o país discutem um caso de racismo contra o jogador do Palmeiras, Luighi, de apenas 18 anos, na Libertadores Sub-20 no Paraguai?
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É de uma insensibilidade assustadora, para não dizer maldade ou algo pior. Logo ele que abriu seu discurso no sorteio dos grupos da Libertadores e Sul-Americana dizendo se incomodar com o que aconteceu com o garoto brasileiro.

Despreparado é o adjetivo que vem na hora para se referir ao mandatário da Confederação Sul-Americana de Futebol. ‘Nojo’ também passou pela minha cabeça. Ele disse isso para fazer uma comparação à Libertadores sem os clubes brasileiros.
Libertadores sem Brasil é como Tarzan sem Chita. Impossível!
ALEJANDRO DOMÍNGUEZ
Foi uma comparação pra lá de infeliz de um cidadão que todos os clubes da América do Sul têm de beijar a mão por causa da Libertadores. Tarzan é um personagem branco e a chita é um macaco do seriado. Foi essa comparação que o presidente da Conmebol fez para se referir ao torneio e aos brasileiros. O cartola pediu desculpas depois.
Racismo é crime no Brasil
Alejandro disse que a Conmebol faz tudo para combater o racismo no futebol do continente. Não é a impressão que todos temos. Todos os brasileiros, porque somente os brasileiros são agredidos nos jogos da Conmebol dessa forma. No Brasil é crime. Nos outros países não é.
Deveria pedir para sair
O presidente da Conmebol deveria pedir sua renúncia do cargo. Os clubes brasileiros deveriam abrir mão da Libertadores e das competições organizadas pela Conmebol em todas as categorias. Se isso não for possível para os times principais, ao menos deveria acontecer para as equipes das bases. A CBF deveria dar um basta nisso. A entidade e o futebol sul-americano precisam dos clubes do Brasil.
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Também devemos destacar de forma negativa a manifestação dos torcedores sem noção do Flamengo que provocaram Luighi na final da Libertadores Sul-20 com o Palmeiras. Ele foi chamado de “chorão” porque chorou na entrevista após os atos racistas. Há situações que não merecem as brincadeiras que o futebol normalmente permite. Casos de racismo é uma delas. Foi péssimo ouvir isso de seguidores brasileiros.