Com um gol olímpico, Neymar assinou o roteiro para sua volta à seleção brasileira tão logo o técnico Dorival Júnior tenha o compromisso de anunciar a lista dos convocados para os próximos jogos das Eliminatórias da Copa. Por mais que possa parecer precipitado pensar nessa hipótese, já está criado um ambiente que justifique a convocação.
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É óbvio que não é pela beleza do gol contra a Inter de Limeira nem pelas duas assistências nem pelas recentes atuações do jogador com a camisa do time da Vila, pois ele ainda está muito longe de seu conhecido padrão de excelência.

O que se desenha no horizonte é a quase certeza de que a volta ao selecionado nacional faz parte do processo de reconstrução da carreira do último grande ídolo do futebol brasileiro.
Será que já é hora de convocá-lo?
Ter Neymar no grupo não seria, em nenhuma circunstância, uma aberração, tampouco um sinal de fraqueza do treinador. Tecnicamente, Neymar está muitos furos acima dos jogadores que o têm substituído nas últimas convocações e é inegável que sua simples presença muda a forma como a seleção é percebida até pelos adversários.
Talvez ainda não tenha chegado a hora de dar a Neymar a responsabilidade de voltar, vestir a camisa de titular e resolver todos os problemas de articulação ofensiva do Brasil exibidos nas partidas anteriores das Eliminatórias.
Ele precisa de mais tempo?
Ainda vai levar um tempo para que ele recupere a forma física ideal e possa demonstrar que superou os impactos, sem sequelas, provocados pelas recentes contusões em seu corpo.

Mas com ele em atividade, jogando partidas integrais num campeonato forte como o Paulistão, marcando gols, mudando a cara do Santos, não tem por que deixá-lo fora da lista de convocados. Já são cinco partidas pelo Santos, sendo a última, a do gol olímpico, até o fim.
Neymar era um ‘ex-jogador’
O jogador já deu a senha de que esse é o roteiro que ele traçou para o momento. Faz parte do plano de carreira que o trouxe de volta ao futebol brasileiro, depois de passar duas temporadas como uma espécie de ‘ex-jogador em atividade’ no time árabe.
Após o jogo contra a Inter de Limeira, ele confessou que tem a seleção como o objetivo a ser alcançado nesta etapa de sua vida. “Eu gosto de estar na seleção, eu me sinto bem lá”, disse o jogador, deixando no ar um recado subliminar para Dorival.
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Muito provavelmente Neymar nunca mais será o mesmo dentro de campo. O peso da idade, o acúmulo de contusões, a forma física comprometida, a estabilidade financeira já conseguida, uma certa dose de saturação… tudo isso contribuem para a quase certeza de que seu ciclo está chegando ao fim.
A seleção precisa dele
Mas, mesmo nessas condições, Neymar é imprescindível para a seleção brasileira pelo menos até a próxima Copa. Até porque sua ausência realçou sua importância, dado que o grupo nunca mais alinhou alguém que pudesse exercer o papel de estrela da companhia – com todos os ônus e bônus que esse posto traz consigo.