E Neymar está no centro de mais uma polêmica. A eliminação do Santos nas semifinais do Campeonato Paulista, na derrota por 2 a 1 para o Corinthians, deixou o craque sob suspeita mais uma vez. Com um alegado “desconforto” no músculo da coxa esquerda, o jogador fez figuração no banco de reservas da Neo Química Arena e desfalcou o Peixe na partida mais importante do ano até aqui.
Isso bastou para que ele virasse o vilão do fracasso santista, com direito a acusações que o colocaram num espectro que vai de pipoqueiro a irresponsável.
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Com isso, todo o processo de retomada da carreira e reconstrução da ideia de que ele ainda é um jogador ainda importante para o futebol mundial, sofreu sérias avarias. De novo a imagem do jogador sai arranhada pelas suspeitas de que ele não tem mais o compromisso com a carreira que um jogador profissional do seu nível deveria demonstrar.

Por essas e outras, Neymar vai sendo jogado naquela vala-comum dos chamados ex-jogadores em atividade, aqueles que adiam o fim de carreira perambulando de clube em clube sem entregar o retorno que se espera.
Ele alimenta polêmicas negativas
No caso específico de Neymar, parece precipitado condená-lo a esse status. Mas vamos combinar que ele não faz muita força para se distanciar desse pensamento coletivo. O fato é que Neymar não se ajuda. Alimenta polêmicas negativas em torno de si com comportamentos desnecessários. Como agora.
Dias antes do clássico decisivo do Paulistão, Neymar desfilou lépido, livre e solto na Marquês de Sapucaí, deixando-se levar pela folia do reinado de Momo. Quem o via ali jamais poderia supor que o jogador estivesse com uma contusão muscular que poderia impedi-lo de ir para campo. Nada sugeria isso.
Neymar passeou pela passarela das celebridades no Carnaval carioca como se estivesse vendendo saúde.

Mas daí veio o tal desconforto. E com ele as suspeitas de que faltou profissionalismo ao atleta, às vésperas de um jogo em que ele poderia ser decisivo em favor do clube que paga seu salário.
Neymar não cuidou do seu corpo
Se estava com dor na perna, o mínimo que se poderia esperar é que o jogador trocasse a folia por uma dedicação extra ao tratamento clínico na sala de fisioterapia do Santos. E aí nem importa o argumento de que ele estava no seu dia de folga e, como tal, poderia usufruí-lo como bem entendesse.
Mesmo de folga, Neymar deveria ter o compromisso com seu corpo, que é sua ferramenta de trabalho.
Se o tal desconforto apareceu depois do Carnaval, a consequência é tão ou mais grave. Afinal, seja como for, ele ficou fora da decisão. Foi para o banco apenas para fazer um teatro, combinado internamente com a comissão técnica. Mas que, aos olhos do torcedor, acabou sendo ainda mais prejudicial a sua imagem.
Para todo santista, a ideia é meio elementar: se ele está no banco é porque tem condições de jogar ao menos alguns minutos. Mas não. A decisão de tirar Neymar do clássico já havia sido tomada no hotel em que o Peixe se concentrou à espera da partida.
Lá, o jogador se submeteu a um teste clínico e ficou definido que ele não iria a campo sob o risco de um agravo da lesão muscular que poderia deixá-lo fora de combate por muito mais tempo futuro. Por precaução Neymar iria para o banco talvez apenas para bater um pênalti caso a decisão da partida fosse para as penalidades máximas… o que pode justificar o fato de Pedro Caixinha não ter queimado a quinta substituição até o apito final.
Explicação nas redes sociais
O próprio Neymar tentou limpar sua barra com mensagens nas suas redes sociais dizendo que daria tudo para ter jogado. Talvez isso não seja mais suficiente. Seu histórico de desfalques em jogos decisivos ajuda a sedimentar a ideia de que ele sempre refuga na hora h.
Pior: muitas dessas situações coincidem com datas em que Neymar aproveita alguma efeméride fora de campo – seja o aniversário da irmã ou o Carnaval.
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Também é péssimo para a imagem dele, e do Santos, a insinuação de que Neymar não jogou contra o Corinthians para poder chegar inteiro à seleção brasileira que vai enfrentar Colômbia e Argentina nos dois próximos duelos das Eliminatórias.
Difícil acreditar que a comissão técnica, os médicos, os dirigentes e os outros próprios jogadores do Santos compactuassem com essa possibilidade esdrúxula. Mas Neymar já pisou tanto na bola que nada é impossível.