Quero começar sem meias palavras: não foi pênalti de Arboleda em Vitor Roque. Houve o contato, a alavanca, mas sem intensidade para caracterizar a falta. Teve mais malandragem do que infração. O São Paulo errou na saída de bola.
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O juiz Flávio Rodrigues de Souza errou duas vezes. Primeiramente, porque ele marcou um pênalti mandraque. Estava longe da área. Depois, ele não se deu ao trabalho de provocar o VAR para saber se foi ou se não foi, de fato. Nesse ponto, quem também errou foi o árbitro do próprio VAR, Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral, que deveria ter chamado o juiz de campo para rever a imagem. Se Flávio tivesse revisado o lance capital, ele teria voltado atrás em sua decisão.

Portanto, a arbitragem da Federação Paulista de Futebol (FPF) fez lambança no Allianz Parque. O erro maior foi do árbitro de campo, sem dúvida. Mas o cidadão que estava no VAR, com a faca e o queijo nas mãos, se fez de morto.
A arbitragem é 8 ou 80
Rodrigo Guarizo não entendeu a recomendação de interferir o menos possível no trabalho do juiz de campo. Quando a CBF faz essa orientação, ela sugere um jogo jogado em campo, mas é claro que na jogada de Arboleda e Vitor Roque o VAR precisava ajudar. A arbitragem brasileira é oito ou oitenta. Os árbitros não conseguem apitar e pensar, entender e realizar.
Dito isso, de forma clara pelas imagens que vi (pode ser que apareça outra mais clara), o Palmeiras foi melhor do que o São Paulo no primeiro tempo, mas depois cedeu terreno e atuou muito próximo de sua área, chamando o time de Lucas para cima. Aliás, Lucas só não foi escolhido o craque do jogo porque o Tricolor perdeu e Raphael Veiga marcou o único gol da partida, colocando o seu Palmeiras na final. O Palmeiras teve chances de aumentar a contagem.
Vitor Roque
Gostei muito da estreia de Vitor Roque, não pelo pênalti que ele sofreu e que, para mim, não foi, mas pela sua movimentação, velocidade e intensidade no jogo. Ele se deu melhor no segundo tempo. O Tigrinho está sempre atento. Ele ajuda na marcação, dá combate e tem pernas, com 20 anos, para correr em direção ao gol.
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Se o jogo tivesse sido um pouco mais aberto, com menos são-paulinos na marcação (havia três zagueiros), Vitor Roque poderia ter tido um começo mais vistoso. Ele jogou para o time, assim como Veiga, com roubadas de bola e toques para os companheiros, além de alguns arremates a gol.

Calleri teve algumas oportunidades de cabeça, todas perigosas. O atacante argentino reclamou muito da arbitragem. Luciano apareceu pouco e Oscar recuou alguns passos para atrair a marcação e abrir buracos no meio de campo. Ele mesmo tentava fazer os passes para os companheiros. Em alguns momentos, Oscar foi quase um líbero. Muitas vezes ele atuou atrás dos volantes.
O Palmeiras foi um time pragmático. Queria conseguir mais uma final de Estadual, a sexta seguida. Correu poucos riscos em casa e contou com algumas boas jogadas de Estêvão. O garoto de 17 anos não estava naqueles dias, mas sempre foi perigoso também.
Palmeiras faz a final com o Corinthians
Por fim, o que deveria estar no lead se não fosse o pênalti e a lambança da arbitragem: o Palmeiras está na final do Paulistão após ganhar do São Paulo por 1 a 0. Vai encarar o Corinthians em duas partidas, ida e volta, sendo que a segunda será na Neo Química Arena, em Itaquera, porque o time de Memphis Depay fez a melhor campanha.
De time desacreditado, o Palmeiras tem agora duas partidas para conseguir o inédito tetracampeonato no torneio estadual. A primeira partida será no domingo, dia 16. A segunda, a FPF e a CBF vão se acertar ainda. Em princípio, será dia 26, depois da data-Fifa.