O torcedor do Palmeiras quer saber como será a sequência do time na temporada. O clube fez um investimento gigantesco na janela de transferência, trouxe para dentro do seu elenco o jogador mais caro da história do futebol brasileiro, o atacante Vitor Roque, e precisa ter planos. O clube comprou ainda Paulinho, do Atlético-MG, e tem pelo menos meia dúzia de jogadores considerados diferenciados.
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O garoto Estevão é um deles. Ele vai permanecer sob o comando de Abel Ferreira até o meio do ano, quando será entregue ao Chelsea. Enquanto isso, o Palmeiras precisa tirar o máximo do seu atacante. O fato é que a forma como o Palmeiras se apresentou e perdeu o título do Paulistão para o Corinthians deixou muitos torcedores, associados e conselheiros do clube com a pulga atrás da orelha. Há muitas dúvidas sobre Abel e o elenco.

Pelo investimento de R$ 415 milhões (só Vitor Roque custou R$ 150 milhões) em contratações, a presidente Leila Pereira sabe que o time tem de chegar às fases agudas da Libertadores, Copa do Brasil e do Brasileirão, que começa neste fim de semana e vai acabar somente dia 22 de dezembro.
Há deveres e obrigações
Leila entende perfeitamente que apenas um clube será campeão nas três competições, mas ela montou um elenco para brigar pelas conquistas. Haverá cobranças.
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Eu diria mais: o Palmeiras tem a obrigação de chegar às finais de todos os campeonatos que vai disputar, exceto o Mundial de Clubes da Fifa. Neste caso, todos entendemos que os clubes brasileiros correm por fora diante dos europeus.
A bem da verdade, Abel ainda deve neste ano. O Palmeiras não era nem para ter se classificado para as fases de mata-mata do Estadual. O time precisa jogar mais e isso não está acontecendo. Falta técnica, entrosamento, distribuição tática e vontade. Contra o Corinthians, na Neo Química Arena, o Palmeiras não pulsou. Faltou apetite, aquele de campanhas passadas. O Palmeiras não parece mais um leão faminto.
Palmeiras perdeu o apetite de vencer?
Até pouco tempo atrás, era um time insaciável. O torcedor já não vê mais essa vontade no elenco. O torcedor testemunhou isso nesta segunda partida da final do Campeonato Paulista. O Palmeiras precisava fazer no mínimo um gol para levar a decisão para os pênaltis e não mostrou, em nenhum momento, futebol para isso. Nem sangue nos olhos nem espírito de vencedor nem de luta. É disso que estamos falando.

O próprio pênalti errado por Raphael Veiga, um dos melhores do elenco nas últimas temporadas, foi marcado mais pela imprudência de Félix Torres do que por uma trama bem feita da equipe. Veiga está sem posição em campo.
São três meses de trabalho que não entrega muita coisa. Mesmo a despeito de uma reformulação no elenco e da forma de atuar, Abel deveria saber das dificuldades. Digo isso porque o treinador não tem nenhum setor do time pronto: defesa, meio de campo e ataque.
O Palmeiras deveria estar em um estágio mais avançado. Precisa rever alguns conceitos e acelerar outros. Há ainda a indefinição da permanência de Abel. Ele teria mais nove meses de contrato. Já disse que está em sua última temporada. Mas há um contrato na gaveta da mesa de vidro de Leila para sua renovação por mais duas temporadas. Ela disse lá atrás que entregaria a Abel na hora certa. Matreira que é, ainda não encontrou a brecha, ou já sabe que ele vai embora mesmo.
Ciclos chegando ao fim
É possível que todos no clube já saibam disso, mas ninguém toca no assunto. Ele tem contrato até dezembro. Sua filha vai estudar na Europa e os Ferreiras vão juntos apoiar a menina nesta etapa importante da vida. Existe a possibilidade de ele deixar o Palmeiras após o Mundial de Clubes caso haja uma proposta de clubes de Portugal ou Inglaterra.

A situação chegou ao vestiário. Há jogadores querendo encerrar seu ciclo no clube também. O próprio Raphael Veiga pode ser um deles. O zagueiro Gustavo Gómez também.
Leila já teria percebido isso e não vai ficar de braços cruzados. Ela tem três anos de gestão pela frente. Já ouvi de alguns conselheiros a possibilidade de o Palmeiras trazer um treinador para fazer a transição com Abel. Ambos trabalhariam juntos por alguns meses. Ou seja: há conversas difíceis, mas necessárias no clube nesse momento.