“Minha senhora, a senhora não sabe o que é um Palmeiras e Corinthians”. Com esta frase, o cinema brasileiro materializou o significado da maior rivalidade do futebol paulista. A citação é uma fala icônica de um personagem do filme Boleiros – Era Uma Vez o Futebol, lançado em 1998 e dirigido pelo cineasta Ugo Giorgetti.
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Na trama, o autor do enunciado que resume a importância histórica desse confronto é o ator Lima Duarte, caracterizado no papel de um treinador do Palmeiras. A frase é dirigida à atriz Marisa Orth, num contexto cujo personagem feminino é flagrado pelo técnico flertando com os craques palmeirenses antes de um fictício dérbi que vale a vida e a morte. Veja a cena aqui!
Decisão do Paulistão 2025
Pois bem, os próximos dias do confuso calendário do futebol nacional serão marcados por mais duas edições deste que é um dos mais tradicionais clássicos regionais do continente, com o apelo extra de que os dois jogos decidem o campeão paulista de 2025.

O primeiro confronto será neste domingo, às 18h30, no Allianz Parque. O jogo de volta está marcado somente no dia 27, na Neo Química Arena, em Itaquera.
Com melhor campanha em todas as fases anteriores do campeonato, o Timão garantiu o direito de fazer a última partida em seu estádio, lotado apenas por corintianos, já que em São Paulo impera a restrição de torcida única.
Palmeiras e o possível tetra
O Palmeiras chega a sua sexta decisão consecutiva, a quinta sob o comando de Abel Ferreira, que nunca ficou fora dessa decisão desde que cruzou o Atlântico.
O Corinthians volta a figurar numa final depois de cinco temporadas de caminhos tortuosos dentro e fora de campo. O Verdão busca um inédito tetracampeonato seguido, feito que só foi conquistado pelo já extinto Paulistano, entre 1916 e 1919.

Esse dado dá a dimensão da importância que o título passou a ter para o clube, que, a bem da verdade, iniciou a competição sem tanto afinco e com o treinador declarando publicamente que utilizaria o Estadual para fazer um laboratório com o elenco.
Por conta de muitas mexidas nas escalações, o Palmeiras chegou à última rodada da fase de classificação ameaçado de nem sequer passar para a etapa de mata-mata. Mas deixaram chegar e agora aguentam!
Pressão para ganhar
Já o Corinthians encarou o Paulistão com seriedade, no embalo da boa campanha trazida do fim do ano passado, quando renasceu das cinzas no Brasileirão, trocando a ameaça da degola para a Série B para um sétimo lugar na classificação geral, que parecia impossível.
Com a mesma base do ano passado, com a sequência do trabalho de Ramón Díaz no banco, o time se acertou e só perdeu uma vez no campeonato, para o São Paulo (3 a 1).
Corinthians tem um trauma
Entra agora em campo com dois focos de pressão: 1) precisa aproveitar a chance de poder voltar a ganhar um campeonato; 2) precisa superar o trauma provocado pela vexatória eliminação na fase de pré-libertadores, uma ferida ainda tão recente e não curada.

O Corinthians vai precisar mais do que jogar bola, controlar o aspecto emocional, domar as pressões da torcida, superar seus fantasmas para poder dar uma resposta que salve esse início de temporada.
Para o Palmeiras, evidentemente, também é inegociável brigar pelo tetra num duelo que pode provocar sérias cicatrizes no seu maior adversário.
Primeiro jogo no Allianz
Pela primeira vez nos últimos cinco anos, de total domínio do Palmeiras na briga por títulos e na performance específica dos dérbis, o duelo parece mais equilibrado. O fato casa, com torcida única, será fundamental para os dois lados.
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O Palmeiras é um time mais ajustado, tem um plano tático bem mais definido e um treinador que é uma máquina de vencer. O Corinthians, por seu turno, chega até aqui com um time encorpado, tem um dos melhores ataques do país e um invejável poder de decisão em Itaquera.
55% contra 45%
Num prognóstico do que pode acontecer, digamos que o Palmeiras leva ligeiro favoritismo: 55% contra 45% do rival. O placar do primeiro jogo pode definir o desfecho do confronto, como, aliás, definiu a eliminação do Corinthians para o modesto Barcelona de Guayaquil na Libertadores.
Aquela derrota por 3 a 0 no Equador caiu como um punhal que fez sangrar as esperanças de uma remontada alvinegra. O mesmo cuidado, pois, vale para o Paulistão.