Em épocas em que ninguém paga ninguém no futebol e muitos empurram as dívidas para debaixo do tapete, o Palmeiras zera todas as suas pendências financeiras com a Crefisa, dois meses depois de encerrar seu contrato de patrocínio, que durou dez anos. O clube chegou a dever R$ 172 milhões para a empresa da presidente Leile Pereira. Era dinheiro emprestado para a contratação de jogadores, como de Dudu, atualmente no Cruzeiro.
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A Crefisa foi embora sem que o clube deixasse de pagar um único real emprestado, sem também que as partes precisassem entrar na Justiça para receber atrasados, um procedimento bastante comum no futebol brasileiro. Ninguém deve nada para ninguém e as partes souberam se beneficiar uma da outra.

O Palmeiras devia no ano passado R$ 24 milhões, diluídos ao longo dos meses até zerar tudo neste ano. É assim que tem de ser. O futebol carece de bons pagadores de todos os lados. Os contratados valem cada vez menos. Poucos cumprem o que está escrito no papel e as dívidas vão parar na Justiça a perder de vista.
Três anos para ter fair play?
O futebol brasileiro precisa de credibilidade e fair play financeiro. Esse assunto começa a ganhar notoriedade na mídia e nas discussões internas de clubes e federações. A ideia, por ora, é dar um tempo para que os clubes coloquem suas receitas versus despesas em dia. Fala-se em três anos. Depois disso, novas regras sobre o fair play seriam colocadas nos regulamentos das competições nacionais. Muito parecido ao que ocorre na Europa, mas com outros valores.
Os clubes juntos devem mais de R$ 10 bilhões no mercado. O São Paulo encaminha um movimento para reduzir suas dívidas e não entrar em uma condição insustentável, como está o Corinthians, cuja dívida assumida é de R$ 2,4 bilhões, sem contar os R$ 700 milhões do estádio em Itaquera.
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Bons gestores sempre deixam uma reserva de suas receitas e faturamentos no caixa. Sempre tentam baixar o que devem a cada ano para não perder credibilidade no mercado nem o respeito de fornecedores e colaboradores. Por isso que quitar dívidas altas deve ser noticiado. Com mais dinheiro e menos contas para pagar, os clubes podem reforçar seus elencos e oferecer mais do que oferecem ao torcedor.
Parabéns palmeiras, pô coloca pessoas, responsável e competente, para administrar o nosso clube.
Muito obrigado pela competência de todos os dirigentes e adimisntradore
A matéria errou ao afirmar que a dívida do Corinthians é de R$ 2,4 bilhões. O valor correto é de R$ 1,7 bilhão, mais R$ 700 milhões referentes ao estádio. Quanto à dívida do São Paulo FC, ela está no mesmo nível de insustentabilidade que a do Corinthians. Ambas são equivalentes a aproximadamente o dobro do faturamento do último ano.
olá, elivelton… vou checar de novo porque o clube tinha falado em 2,4 sem o estádio. O SP tem dívida menor e está nesse projeto que estamos esperando para ver se vai rolar mesmo. Abs