Com uma nota oficial emitida na manhã desta terça-feira de Carnaval, o São Paulo antecipou o clima de guerra para o duelo com o Palmeiras, numa das semifinais do Paulistão 2025. Cheia de ironias, a manifestação da diretoria do Tricolor em repúdio ao fato de a Federação Paulista de Futebol (FPF) ter marcado o jogo para a noite da próxima segunda-feira é, antes de tudo, uma provocação ao adversário.
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Mais uma, levando em conta que no último clássico entre eles o São Paulo poupou seus principais jogadores para evitar riscos de lesão no gramado sintético do Allianz Parque.

Aliás, do outro lado do front dessa guerra-fria, há quem garanta que partiu dos subterrâneos do Morumbi a orquestração que deflagrou o movimento dos jogadores contra o uso de grama sintética no futebol brasileiro – bandeira erguida pelo craque Lucas e que logo ganhou a adesão de Neymar e outros jogadores de primeira grandeza.
O comunicado do São Paulo foi pensado de maneira inteligente, a fim de produzir efeito com uma mensagem subliminar, escamoteada, dizendo uma coisa para querer dizer outra.
A nota do São Paulo
Diz a nota: “O São Paulo entende que partidas nobres e decisivas, como as semifinais do Campeonato Paulista, devem ser disputadas nos sábados e domingos. Como a FPF já havia previamente definido que o jogo do São Paulo Futebol Clube com o Palmeiras será realizado na segunda-feira dia 10, os dirigentes não vão participar do Conselho Técnico da entidade nesta manhã”.
É evidente que o protesto do São Paulo não tem a ver com essa adequação dos jogos decisivos aos dias nobres do futebol no fim de semana. A verdadeira razão que se esconde por trás dessa pendenga é que o São Paulo gostaria de tirar o duelo com o Palmeiras do Allianz e seu campo sintético.

Como o estádio está alugado pela WTorre mais uma vez para um show musical, não haveria condições de deixar o local preparado para a partida no fim de semana.
Ironia nas redes sociais
Com essa manobra, com essa pressão, essa falsa defesa do ar de nobreza dos jogos decisivos, o Tricolor tinha a clara intenção de forçar a realização da partida em outro estádio escolhido como opção pelo clube, já que o mando é direito adquirido do Palmeiras por ter feito melhor campanha que o inimigo.
Os palmeirenses, especialmente nas redes sociais, reagiram prontamente, acusando o clube do Morumbi de choradeira antecipada e medo de enfrentar o atual tricampeão paulista em seu estádio, onde é mesmo praticamente imbatível.
No mesmo grau de ironia, cutucam o adversário com uma mensagem subliminar, quase um golpe baixo, argumentando que o Tricolor poderia ter o direito de jogar em casa se não tivesse perdido (ou entregado?) para a Ponte Preta, na penúltima rodada da fase de classificação, resultado que deixou o Palmeiras ameaçado de eliminação.
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Tudo isso faz parte do jogo. Um clássico decisivo também se joga e se decide fora de campo. São Paulo e Palmeiras estão usando as armas que têm antes do confronto e não podem ser censurados por isso.
Com todos esses elementos em campo, o clássico de segunda-feira certamente vai honrar as melhores tradições do Choque-Rei. Que vença aquele que tiver mais bola em campo e mais bala na agulha para a guerra dos bastidores.