Mesmo com todos os erros do treinador Ramón Díaz e do seu filho Emiliano na derrota do Corinthians por 3 a 0 para o Barcelona de Guayaquil, me parece muito estranho e totalmente fora de contexto a apresentação fraca e descompromissada dos jogadores corintianos no Equador.

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O fracasso na primeira partida da terceira fase da Libertadores atingiu em cheio a cabeça do técnico argentino, que ainda deu uma entrevista péssima ao se apegar a sucessos do passado para justificar uma confiança que ele nunca teve no cargo.

Memphis não fez valer o salário de R$ 3 milhões que ganha do Corinthians no jogo contra o Barcelona / Corinthians

Ramón Díaz, com todo respeito que tenho pela sua história esportiva, principalmente como jogador, me pareceu um “coitado” sem saber o que tinha acabado de acontecer em Guayaquil.

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Vai ter de ganhar do Santos

Não quero arrumar mais confusão para quem está até o pescoço enrolado com a pré-Libertadores e com uma semifinal no meio do caminho contra o Santos, de Neymar, mas vi um time frágil, sem vontade para a importância do jogo, incapaz de corrigir os erros do chefe dentro de campo.

Os jogadores passaram a impressão de que haviam acabado de se conhecer em campo. “Olá, sou Gustavo”, poderia ter dito o zagueiro corintiano para seu colega de defesa João Pedro Tchoca.

Cadê Memphis e seus gatilhos?

Mas, convenhamos, não é da zaga que se deve cobrar, apesar do passeio e dos gols sofridos. Há quem diga que poderia ter sido de mais. Mas, sim, do jogador de R$ 3 milhões e dos gatilhos que suas apresentações ativam a cada bola que sai dos seus pés.

Ora, Memphis Depay achou que não seria cobrado sendo ele o atleta mais caro do elenco, quiçá do futebol brasileiro?

Pera aí! Não somos holandeses, mas também não somos bobos. Um jogador sabe quanto vale e o que ele precisa deixar em campo nas horas mais importantes do time. E Memphis não deixou nada. Nem ele nem Garro, que ainda tem a desculpa da falta de condicionamento físico por causa de uma lesão.

Ramón corre risco de ser demitido se o Corinthians cair diante do Santos na semifinal do Paulistão / Agência Corinthians

Confesso ter visto o Corinthians em outra rotação até mesmo das partidas mais ou menos que vinha fazendo no Paulistão, apesar da melhor campanha. A diretoria garante que os salários e direitos de imagens estão em dia, o que só me faz pensar que a aceitação do grupo ao treinador anda em baixa.

E agora, presidente?

O presidente Augusto Melo sabe que ele depende do time dentro de campo e de ações rápidas para abafar a crise administrativa que carrega desde que assumiu o cargo. As vitórias e os bons momentos da equipe estavam segurando a onda do diretor e das suas decisões. Há um pedido de impeachment correndo no clube. Tem o crescimento da dívida para tratar e ainda o pedido de execução na Justiça de quase R$ 400 milhões do que deve no mercado para resolver.

Com a possibilidade real de não chegar à fase de grupos da Libertadores e de ser eliminado pelo Santos da final do Paulistão, Augusto Melo não terá mais o cipó do futebol para se pendurar enquanto ganha tempo.

Assim, não seria demais supor que Ramón Díaz precisa primeiramente levar o Corinthians à final do Paulistão para se manter no cargo e depois evitar o pior na pré-Libertadores para seguir empregado. O clima já é de troca de comando no Parque São Jorge.

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