O Santos recebeu neste domingo o troféu de campeão da Série B sob um clima péssimo do time e da comissão técnica com sua torcida. Quando o técnico Fábio Carille liderou seus pares para receber a medalha, a torcida vaiou. Os santistas vaiaram todos os membros da comissão técnica, assim como o presidente Marcelo Teixeira.
Em contrapartida, os jogadores aplaudiram Carille e festejaram a conquista, apesar da derrota na Vila Belmiro para o CRB por 2 a 0. A missão de todos no clube foi cumprida. E qual era ela? Subir. Veio ainda com o título nacional.

Não havia outro objetivo na temporada. Jogar bonito ou feio pouco importava. Tinha de voltar para a primeira divisão em 2025 e não repetir o fracasso do Cruzeiro, que ficou três temporadas na Segundona.
Quatro rodadas fora do G-4
O Santos ficou apenas quatro rodadas fora do G-4. Mas não havia clima entre a torcida e o time na Vila Belmiro. Nunca tinha visto isso antes. Geralmente quando um clube desce, ele se fecha com a sua torcida para voltarem juntos.
Não foi isso o que aconteceu com o Santos. Todos os sorrisos na cerimônia de premiação eram “amarelos”. Os jogadores tentaram esconder essa rixa pela cobrança de uma melhor performance durante a temporada. Alguns até comentaram sobre isso. Mas se nem a seleção brasileira está jogando bem, o que dirá um time que tenta se reconstruir na Série B?

Os jogadores estavam de cara fechada. Além da falta de apoio da torcida, há muita preocupação do elenco com o futuro. Ninguém sabe quem vai ficar e quem pode sair, mesmo com muitos deles tendo contrato. Gil, aos 37 anos, disse não saber sobre o seu futuro. Pode até parar.
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O presidente santista já acenou que vai mudar muitas coisas no time para o Brasileirão de 2025. O Santos me parece um time amargurado e infeliz. Não pode retomar seu caminho desta forma.