O São Paulo trabalha nos bastidores para melhorar suas receitas com patrocinadores da camisa e tem conseguido se aproximar dos R$ 100 milhões por ano, ultrapassando os R$ 81 milhões oferecidos pela Crefisa/FAM ao Palmeiras, que chega ao seu fim em dezembro. É a melhor marca do time tricolor nesse segmento.
O clube já tem R$ 90 milhões fechados. E agora corre atrás de um fundo para levantar outros R$ 240 milhões. A ordem em 2025 é pagar as contas e reduzir as dívidas. O futebol vai sofrer com isso.
A diferença para os rivais é que o clube do Morumbi espalha mais as marcas no seu uniforme. Até agora são seis pedaços da camisa carimbados por empresas diferentes. São elas: Superbet (R$ 52 milhões), Blue Saúde (R$ 12 milhões), Viva Sorte (14,5 milhões), Ademicon (R$ 6 milhões), ABC da Construção (R$ 4,3 milhões) e Konami (R$ 2 milhões).
Os valores mencionados são anuais. O clube tem acordo com a New Balance para o fornecimento de material esportivo.

Vender parte da camisa é uma prática antiga no futebol brasileiro, ao que parece sem volta. Na década de 1980, por exemplo, esse expediente era menor, com menos marcas aparecendo nos uniformes. A camisa era mais limpa. O torcedor entende a necessidade da arrecadação.
Com mais dinheiro em caixa, o São Paulo ganha condições de formar times mais fortes, segurando seus melhores atletas, como Calleri, Lucas e Luciano, e buscando outros do mesmo nível no mercado. O elenco deste ano não é ruim. Precisa de mais regularidade e intensidade. Falta banco.
De acordo com a diretoria tricolor, há novas metas de crescimento no marketing para a temporada. Em um ano, o time cresceu 60%. Isso não diz respeito somente ao acerto com novos patrocinadores do uniforme, como explicou o diretor da área, Eduardo Toni.
“O São Paulo ainda tem as mangas da camisa disponíveis, mas não buscamos somente o patrocínio do uniforme. Tem os shows no estádio e há projetos de streaming e redes sociais”.
Os shows a que Toni se refere dizem respeito a uma parceria com a Live Nation, que terá o Morumbi com exclusividade durante cinco anos. A produtora pagará ao clube R$ 60 milhões nesse período. O cantor Bruno Mars levou uma legião de fãs ao Morumbi. O time terá de jogar fora de casa, em compensação.

No balanço fiscal de 2023, o São Paulo informou arrecadação de R$ 108 milhões com marketing. Isso engloba todas as ações com marcas e eventos. Vale lembrar da parceria com a Mondelez, multinacional no ramo de alimentos, que rebatizou o estádio de Morumbis. O clube recebe R$ 26 milhões por ano até 2026.
As oportunidades aparecem porque o São Paulo está bem dentro de campo. Ou mais competitivo. Não é mais aquela galinha morta. É uma condição importante do mercado brasileiro.
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No ano passado, o clube ganhou a Copa do Brasil e nesta temporada avançou bem na Copa do Brasil e Libertadores antes de ser eliminado. E tenta a quarta posição do Brasileirão. O torcedor tem lotado o estádio e isso reflete diretamente nas marcas que apoiam o clube.
Todo esse dinheiro arrecadado será usado em frentes diferentes no clube. Primeiramente, ele representa cerca de 20% da arrecadação anual do São Paulo. Há outras fontes de receita como transmissão dos jogos, bilheteria e programa de sócio-torcedor, assim como venda de jogadores.
O São Paulo trabalha para pagar suas contas do mês, reduzir suas dívidas de quase R$ 700 milhões, melhorar as condições do Morumbis e do CT da Barra Funda e ter um time cada vez mais forte, como gosta de dizer o presidente Julio Casares.
Há clubes que fazem isso melhor, como Flamengo e Palmeiras. Há uma preocupação no São Paulo de não fazer dívidas que o clube não possa pagar. Em alguns meses, a expectitiva é pela redução das dívidas.