O São Paulo precisa mostrar para o seu torcedor um pouco do resultado dos caminhos que o clube tomou nesta temporada, quando “abriu mão” de um time mais competitivo, com alguns reforços, e de um elenco maior para tentar economizar dinheiro e reduzir sua dívida.

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O próprio técnico Luís Zubeldía disse em sua última entrevista, após o empate ruim em casa com o Sport, que o elenco é “curto” e que ele sabe que terá de se valer dos jogadores da base neste ano. Mas que não pode entregar para esses meninos em formação a tarefa de conduzir o São Paulo na temporada. O time foi vaiado e Zubeldía, cobrado na estreia do Brasileirão.

São Paulo precisa de união de todos os setores do clube, passando, inclusive, pela torcida, mas com transparência / SPFC

A diretoria trancou o cofre e jogou a chave fora. Foi ao mercado atrás de recursos, congelou os juros de sua dívida, próxima de R$ 1 bilhão, e abriu mão de mais de dez jogadores. Fez tudo isso parar de sangrar financeiramente. Eram R$ 100 milhões só de juros. Era o único caminho para o clube não quebrar, e ainda não se sabe se dará certo.

A ordem é não gastar

O plano tem consequências: o elenco terá de se virar com o que tem até dezembro. Dificilmente haverá contratações. A ordem é não gastar. O São Paulo entrou de cabeça no seu regime para perder peso: o peso da sua dívida nas costas.

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A expectativa é reduzir tudo o que pode até o fim do ano, fazer mais receitas e voltar, quem sabe, ao patamar de uma dívida em torno de R$ 600 milhões. É uma dívida alta ainda, mas na concepção dos dirigentes do Morumbis, trata-se de um valor mais “administrável”. Não há garantia nenhuma de que o plano dará certo. Mas é consenso que ele era necessário.

Mesmo se não ganhar nenhum título na temporada, o que parece ser o mais provável, o São Paulo tem o desafio de não ser rebaixado para a Série B. Tudo isso precisa ser mais bem explicado e conduzido pelo presidente Julio Casares, a fim de deixar o torcedor na mesma página do clube.

Era isso ou o São Paulo quebraria

Era isso ou era estourar suas finanças, de modo a condenar o Tricolor aos dissabores que vive outro clube paulista, o Corinthians, cuja dívida anunciada é de R$ 2,4 milhões. Portanto, abrir mão de uma gastança comum ao futebol para começar a equacionar sua dívida foi uma decisão acertada.

Todos cobramos dos clubes brasileiros mais gestão e inteligência para administrar o seu dinheiro. O Tricolor antecipa sua preocupação com o fair play financeiro. Quanto a isso, não tenho dúvidas de que o passo dado está no caminho certo. Ocorre que há muitos são-paulinos desavisados e que não entenderam a situação ainda.

Zubeldía foi vaiado após o empate do São Paulo em casa contra o Sport na abertura do Brasileirão / SPFC

Por isso, muitos deles pedem a cabeça do técnico Zubeldía. A cartilha da boa gestão indica que não é ano para demitir treinador, a não ser que exista um problema muito grande no vestiário. As vaias na estreia após o empate em casa poderiam ser evitadas se o torcedor, comum e organizado, tivesse uma visão melhor do cenário.

Casares tem de mostrar resultados

A torcida precisa entender a condição do time dentro de campo e do clube, fora dele. De modo que falta a Casares explicar o que o São Paulo já conseguiu nos três primeiros meses do ano. Até para não “tomar pauladas” desnecessárias.

Mas de nada adianta mostrar esse ganho, se é que teve algum ganho até agora, no fim da temporada. O caminho escolhido pelo clube pressupõe transparência e união de todos os seus setores, do time à diretoria, passando pela comunhão com a torcida.

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