A luta contra o racismo é uma bandeira do The Football, principalmente quando esse crime acontece em palcos montados para se ter alegria, se divertir com a competição e aproveitar ao máximo o prazer que somente o futebol oferece. Racismo é crime. Veja o vídeo.
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O racismo no futebol fez uma vítima nova, mas os criminosos são os de sempre, pessoas desrespeitosas que olham para a cor da pele para declarar um ódio inexplicável. Educar é preciso, e sempre será o melhor caminho para todos os problemas da sociedade. Mas punir se faz necessário nesse momento.

O racismo chegou aos jogos dos adolescentes, como o sofrido pelo atacante brasileiro Luighi, do Palmeiras, de apenas 18 anos. Ele foi ofendido em partida da Libertadores Sub-20 contra o Cerro Porteño, do Paraguai. Luighi sentiu no fundo da alma aqueles xingamentos horríveis, a ponto de ter pedido o controle emocional e chorado diante das câmeras. Luighi é mais um. Mas tem de ser o último.
A Conmebol precisa agir
Há que se condenar ainda a falta de sensibilidade do repórter da Conmebol TV que lhe fez uma pergunta sobre o jogo e não sobre o crime que acabava de sofrer em campos paraguaios. A Conmebol é a Confederação Sul-Americana de Futebol, organizadora do torneio e detentora dos direitos de transmissão.
Não é a primeira vez que nossos atletas são atacados por racistas em um jogo contra o Cerro Porteño. O árbitro não acatou uma recomendação da Fifa, que é paralisar o jogo. O policial falou para O nosso diretor de futebol que aquilo era normal, uma brincadeira. Basta! O Palmeiras não vai suportar mais qualquer tipo de crime contra nossos atletas. Vamos tomar medidas drásticas.
LEILA PEREIRA
A entidade deveria ser a primeira a condenar um crime em meio a um campeonato que organiza. Preferiu ignorar, como faz há anos. Mas essa concepção de que o “show não pode parar” faz com que as pessoas do futebol fechem os olhos para o racismo estrutural ou qualquer outro tipo de preconceito e comecem a normalizar o que não deve nunca ser encarado como algo normal.
Não podemos normalizar o racismo
Alguém tem de pisar no freio. Esse alguém é a Conmebol. Depois a CBF. E, na sequência, as federações estaduais dentro do Brasil. A luta contra o racismo deve estar no regulamento das competições, com regras punitivas aos clubes mandantes em que esses crimes acontecem.
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Essas regras não podem mais ser apenas a entrega de cestas básicas, mas, sim, punições severas, como exclusão dos clubes dos torneios. É preciso ter vergonha na cara e não deixar o bonde seguir. É preciso punir.
O racismo é um problema do planeta. O melhor jogador do mundo, Vinícius Júnior, sofre racismo há três temporadas na Espanha e nada é feito além de conversinhas e medidas paliativas. A LaLiga, que organiza o futebol espanhol, e a Fifa continuam cegas, surdas e mudas. E nada muda. Alguém tem de tomar uma decisão. As pessoas precisam se unir.

O futebol precisa ser punido, uma vez que não se consegue ensinar, educar e afastar esses racistas dos estádios. Luighi é um garoto de 18 anos apenas, ainda em formação e começando a entender a vida adulta. É preciso sentir sua dor e ter coragem de dar um basta nisso, cada um do seu jeito ou do jeito que pode.
A coragem de Luighi
The Football não aceita qualquer tipo de preconceito, valoriza as pessoas e respeita todas elas do jeito que são. Sem mais nem menos. Luighi tem o nosso respeito e sempre terá.
É sério isso? Fizeram racismo comigo. O que fizeram comigo foi crime. Você vai perguntar sobre o jogo mesmo? A Conmebol vai fazer o que sobre isso? Você não ia perguntar sobre isso, né? Fizeram um crime comigo. Aqui é formação, a gente tá aprendendo aqui. LUIGHI
Exigimos medidas duras da Conmebol e da CBF, assim como da Federação Paulista de Futebol, que tem o Palmeiras como um de seus associados desde a fundação. É muito mais do que um simples apelo.
Chegou a hora de agir. O mundo está mudando e precisamos mudar juntos com ele, deixar a covardia de lado e tomar frente em assuntos importantes da sociedade. The Football diz “não ao racismo”.