Na era das bets no futebol, a partir da regulamentação dos sites de apostas em janeiro de 2025, todos os valores de patrocínio dos clubes devem ser revistos. Haverá uma acomodação natural das empresas que poderão atuar no Brasil das que serão barradas e, teoricamente, deixarão de existir. Sem pagar os impostos, elas serão ilegais.

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O Palmeiras é o último dos grandes do futebol brasileiro a abrir sua casa para as bets, de modo a oficializar em breve a parceria de três anos com a Sportingbet pelo valor de R$ 120 milhões por ano, com mais R$ 30 milhões de premiações, mas sem oferecer exclusividade da marca na camisa do time.

Governo do presidente Lula regulamenta as bets no país: elas vão poder operar de forma legal em janeiro/ Ricardo Stuckert

Ou seja: o clube vai vender espaços no uniforme do time de Abel Ferreira para outras marcas. Assim, a camisa será fatiada. O Palmeiras espera arrecadar mais do que o dobro do que pagava a Crefisa/FAM. A empresa investia R$ 81 milhões por temporada. O contrato vence em dezembro.

O Palmeiras será um dos clubes que mais arrecadarão com as bets. Por exemplo, o Corinthians assinou um valor de R$ 103 milhões por ano com a Esportes da Sorte. A empresa se regulamentou depois de um enrosco e vai poder operar no Brasil a partir do ano que vem. O governo confirma a informação.

Veja o ranking das bets no futebol

1 – Flamengo – Pixbet – R$ 117 milhões/ano
2 – Corinthians – Esportes da Sorte – R$ 103 milhões
3 – Vasco – Betfair – R$ 70 milhões
4 – Fluminense – Superbet – R$ 52 milhões
5 – São Paulo – Superbet – R$ 52 milhões
6 – Botafogo – Parimatch – R$ 27,5 milhões
7 – Cruzeiro – Betfair – R$ 25 milhões
8 – Grêmio – Esportes da Sorte – R$ 25 milhões
9 – Inter – Estrela Bet – R$ 24 milhões
10 – Fortaleza – Novibet – R$ 20 milhões
11 – Bahia – Esportes da Sorte – R$ 19 milhões
12 – Atlético-MG – Betano – R$ 18 milhões
13 – Athletico-PR – Esportes da Sorte – R$ 16,5 milhões
14 – Juventude – Stake – R$ 15 milhões
15 – Atlético-GO – Blaze – R$ 14 milhões
16 – Vitória – Betsat – R$ 3,6 milhões
17 – Criciúma – Estrela Bet – R$ 6 milhões
18 – Bragantino – mrJack.bet – R$ 5 milhões

A reorganização das empresas de Bets a partir de janeiro vai atingir os clubes brasileiros. Primeiramente, elas terão de gastar mais com as taxas do governo e os novos impostos que terão de pagar mensalmente. Esse dinheiro terá de sair de algum lugar.

Depois, elas vão investir mais em publicidade, claro, dentro das regulamentações exigidas pelos órgãos fiscais. Ademais, as bets vão revisar todos os seus contratos, os assinados e os que vão assinar. O mercado sofrerá impactos.

Presidente Leila Pereira está próximo de anunciar a Sportingbet como nova patrocinadora do Palmeiras / Palmeiras

Os clubes olham para as bets com muita sede financeira. Pela relação acima, a minoria recebe mais de R$ 100 milhões. O Palmeiras não está na relação porque ainda não anunciou seu novo patrocinador no lugar da Crefisa.

A Bets do seu time

Geralmente, os torcedores se aproximam das marcas que patrocinam seus clubes. O Palmeiras viveu isso no auge da Parmalat e na década da Crefisa. Outros clubes sentiram a mesma reação de seus seguidores com marcas específicas.

A tendência é que isso ocorra também com as bets, embora a jogatina já esteja correndo solta no país e ainda não há essa tendência.

Uma pesquisa de agosto deste ano, realizada pela Hibou, que monitora o consumo das pessoas, registrou a influência da propaganda dos clubes na escolha dos torcedores. Cerca de 71% dos entrevistados (2.800 pessoas) disseram preferir fazer uma fezinha na bet que patrocina o seu time.

As TVs, os sites esportivos e as redes sociais são os maiores responsáveis por levar as marcas aos apostadores brasileiros. Eles são bombardeados pelas casas de apostas diariamente.

Esse fenômeno dos sites de apostas também está na Europa. Na Champions League, a maior competição de clubes do mundo, 11 times dos 36 desta edição do torneio têm parceria com bets.

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Na Inglaterra, a partir da temporada 2026/27, os clubes não vão mais poder exibir as bets na parte frontal dos uniformes, mas poderão manter suas parcerias.

Não pode haver desconfiança

O maior desafio do futebol brasileiro e mundial é contra as falcatruas e armações dentro de campo para beneficiar os apostadores. As empresas de apostas, os governos locais e as entidades esportivas estão juntos nessa luta. É preciso conscientizar os jogadores, os treinadores e os árbitros.

O futebol não pode ser um jogo de cartas marcadas, de modo que as regras para as apostas devem estar claras e ao alcance de todos. As bests se programam para defender também o jogo seguro e com responsabilidade.

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